Propósito – o Porquê de se estudar para concursos

Imagine um Estado em que o principal interesse é atender aos cidadãos. Estado eficiente, ágil e que entrega valor. Um estado no qual os servidores têm orgulho de trabalhar e têm um senso de propósito maior que os inspire. Um estado que gere bem-estar para os cidadãos em todas as áreas, imagine…

Quando se fala em estudar para concurso os maiores motivadores são: remuneração, estabilidade, qualidade de vida e status. Essas coisas são importantes e não acredite em quem fale que não. Entretanto, não representam um propósito elevado para os estudos, não são fortes o suficiente para gerar uma motivação intrínseca que mova obstáculos. Agora, imagine que você tenha como propósito construir um Estado como o descrito anteriormente.

Os cursos preparatórios para concursos exploram o que se chama de “marketing de urgência”. E nessa atividade explora a noção de que ser servidor é bom por causa da remuneração, estabilidade e por que não falar do “corpo mole” ou pouca demanda de trabalho. Meras ilusões, em um mundo globalizado e competitivo como o atual, com cidadãos cada vez mais informados e críticos.

Num cenário como esse qual a sustentabilidade desse modelo?

Vejamos alguns propósitos inspiradores:

  • Disney: a imaginação a serviço da felicidade de milhões de pessoas.
  • Jhonson & Jhonson: alívio da dor e do sofrimento.
  • BMW: oferecer às pessoas a experiência da alegria de dirigir.
  • Cruz Vermelha Americana: mobilizar os norte americanos para atos extraordinários diante de situações de emergência.

“O propósito é uma declaração definitiva sobre a diferença do que você está tentando fazer. Se você tem um propósito e pode articulá-lo com clareza e paixão, tudo faz sentido, tudo flui.” (P. 51, Capitalismo Consciente, Mackey e Sisodia).

Eu gosto de pensar que ao estudar para concursos e na minha atividade como servidor público estou contribuindo para construção de um Estado mais ético, menos corrupto e mais eficiente, que posso ser um agente de mudança.

Enquanto não se tem um propósito firme, ou existir um conflito entre seus sonhos e o que o serviço público representa para você, estudar pode ser um martírio e uma forma de auto-engano. Eu sei disso, pois aconteceu recentemente comigo.

Estabeleça um propósito que faça sentido e que gere energia, você pode mais do que estudar somente para ter estabilidade, boa remuneração e qualidade de vida, isso é importante, mas podemos mais!

OBS: esse texto foi fortemente influenciado pelo livro “Capitalismo Consciente – como libertar o espírito heróico dos negócios de John Mackey e Raj Sisodia” e sessões de coaching.